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Venha se surpreender fazendo um test drive na Yamaha MT03.

TESTE realizado pelo portal motonline.com.br

O segmento das city 300 “premium”, no Brasil, está mudando. A Yamaha trouxe a MT-03. Repleta de tecnologia, todas com arrefecimento a líquido, freios poderosos equipados com ABS, suspensões muito bem calibradas, leves, ágeis, econômicas e também versáteis. 

 

A MT-03 não tem nada a ver com aquela antiga MT-03 que foi comercializada em 2008. Aquela herdava o vibrante motor monocilíndrico da XT 660, essa nova está equipada com um equilibrado bicilíndrico, de exatos 320,6 cm³, com 42 cv declarados.

 

Trata-se do mesmo motor da YZF-R3, mas evidentemente a MT é uma naked, portanto nada de carenagem integral. Mantiveram as belas rodas, de liga, de dez pontas, o quadro tubular de aço e a bonita balança da suspensão traseira assimétrica, que, apesar de parecer ser de alumínio, é de aço.

 

O que muda realmente são o guidão de peça única, instalado em cima da mesa, e evidentemente o farol. O restante é praticamente uma R3, até o painel. Essa intenção de oferecer uma naked e apenas retirar a carenagem e não alterar nada na geometria ou na motorização não é ruim, afinal de contas a YZF-R3 tem um motor e uma ciclística deliciosos, à prova de críticas.

 

Contudo, além da mudança estética, na prática mudou um pouco a posição de pilotagem. Diferentemente da R3 que conta com semiguidões instalados nas extremidades das bengalas, o único guidão da MT-03 é um pouco mais alto e está mais próximo do piloto, fazendo com que suas costas fiquem mais eretas e os braços, mais relaxados. 

Alguns podem ficar em dúvida sobre a proposta de utilização da MT-03, a considerando rival direta da Fazer 250 e que custa quase R$ 8 000 a mais. Mas a MT-03 tem motor bicilíndrico de arrefecimento a líquido — que vibra quase nada — com quase 20 cv a mais de potência e o ABS nos freios. Ou seja, apesar de ser uma pequena naked, ela permite encarar a estrada com muito mais vigor e sem aquele ruído de válvulas que tem o motor 250 a ar, da Yamaha.

 

Outro ponto interessante desse motor é que, apesar de ser mais potente, ele é quase tão econômico quanto o da Fazer.  Marcou na estrada bons 27,5 km/l e na cidade, com muitas acelerações até a faixa vermelha do conta-giros, 22 km/l, ou seja, apesar de ter muitos cavalos a mais, ele é econômico. Nem precisa dizer que esse motor é capaz de levar a pequena naked até os quase 160 km/h reais.

Ainda comparada com a Fazer 250, a MT-03 se mostra mais esportiva também no conforto. Ela não tem aquele grande banco da 250, mas, em contrapartida, ele é magro propositalmente, com a finalidade de dar liberdade para se mover de uma lado para o outro, caso a estrada seja repleta de curvas e você queria muita emoção na pilotagem.

Ainda falando de curvas emocionantes, a MT-03 também utiliza rodas de 17 polegadas, mas vem equipada com pneu 140 na traseira, no caso o excelente Metzeler Sportec M5. Todavia, descobrimos uma caracterísitca que pode não agradar quem pretende utilizar a MT-03 somente dentro da cidade ou para trabalho.

 

Durante nosso teste, percebemos que ela não tem aquele torque digno da sigla MT (Master of Torque). A Yamaha declara 3,02 kgf.m para a MT-03. Não é pouco para uma 300, mas essa força só aparece lá em cima, aos 9000 rpm e isso, no anda e para do trânsito urbano não é confortável.

 

Quando abre o semáforo temos que esticar as marchas até acima dos 6 000 rpm para sentir a força desejada, e em uma cidade como São Paulo (SP), onde os limites de velocidade não ultrapassam os 60 km/h, esticar até passar dos 6000 rpm leva tempo, ou seja, quase nunca chegamos lá.

 

Nesse caso, os 2,0 kgm.f de torque máximo da Fazer, que aparecem mais cedo, aos 6 500 rpm, são mais úteis no trânsito e nas subidas urbanas que os 3,0 kgf.m a 9 000 rpm da MT-03. Isso só nos leva a crer que a MT-03 não é mesmo concorrente da Fazer 250, afinal de contas, apesar da baixa cilindrada, ela não é para trabalho, e sim para recreação. 

 

Se você tem que pegar estrada para se deslocar ao trabalho ou se você quer fazer viagens curtas, opte pela MT-03. Trabalho, dentro da cidade, a opção melhor ainda é a Fazer 250 e por vários motivos, pois tem peças à vontade e, consequentemente, mais baratas.

A MT-03 é nacional, mas sabemos que nem todas as peças que são fabricadas aqui, portanto muitos componentes são importados, o que pode significar uma manutenção mais cara. Todavia, a Yamaha divulgou parceria com seguradoras e está fixando baixos valores de seguro para a MT-03. Cerca de R$ 2 000 por ano. Bem interessante.

 

No dinamômetro, o motor rendeu 34,57 cv de potência máxima a 10.000 rpm, com pico de torque em 2,48 kgf.m a 9.000 rpm. Assim como a sua irmã R3, a MT-03 mostra mais vigor em altas rotações. A faixa útil de utilização é curta, digna de motos esportivas.

 

QUATRO PONTOS

 

NA CIDADE: É magra, leve e baixa. Encara o trânsito caótico com maestria. As suspensões são confortáveis, e o sistema de freio com ABS garante segurança. Só não leva nota máxima porque pede muitas trocas de marcha.

 

NA ESTRADA: Apesar de ser uma naked bem compacta, ela gosta de giros altos e roda com folga dentro do limite de velocidade. Se tiver curvas, melhor ainda, pois é precisa, estável e oferece ótimo grau de inclinação. Pura diversão na serra.

 

GARUPA: O piloto não se sente muito incomodado, e há potência suficiente para não perder rendimento quando carregada, porém, está longe de ser confortável. As pedaleiras são altas, e o espaço no banco é restrito. 

 

CUSTO-BENEFÍCIO: Muito interessante. Uma 300 cm³, “a água”, 42 cv, mais sistema ABS por cerca de 20 mil, não deixa de ser uma ótima oferta frente à concorrência. Mas a batalha não é fácil, o trabalho no pós-venda 
deve ser intenso. 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A MT-03 não tem aquele torque vigoroso em baixos giros que eu esperava de uma MT. Como ela herdou o mesmo motor da R3, acredito que esse comportamento, meio explosivo de médias para altas rotações, combine mais com a esportiva carenada do que com essa naked de proposta urbana.

 

Dentro da cidade ela pede muitas trocas de marcha. A ciclística é exemplar. Fácil e intuitiva, ela percorre curvas com muita leveza e estabilidade. Os freios são potentes e as suspensões estão muito bem calibradas para o Brasil. Porém, a entrega de potência em altos giros combina mais com a estrada.

 

Teste completo e mais imagens em:
http://www.motorpress.com.br/moto/testes/testes-testes/yamaha-mt-03-a-pedra-no-sapato-das-outras/

Motor

Tipo 4 tempos, bi cilindrico paralelos, 8 válvulas, refrigeração líquida
Quantidade de cilindros 2 cilindros, DOHC
Cilindrada real 321 cc
Potência HP 42,01/10750rpm
Torque máximo 3,02kgf.m/9000rpm

Chassi

Tipo de chassi Diamante
Suspensão dianteira / curso Garfo telescópico / 130mm( suspensão)- 130mm (roda
Suspensão traseira / curso Balança traseira / 45mm ( suspensão ) - 125mm ( roda)

Dimensões

Comprimento x Largura x Altura 2.090 mm X 745 mm X 1.035 mm
Capacidade do tanque 14 litros (3 litros reserva)
Peso kg 166 kg ( Standard), 169 kg ( ABS)
Pneu dianteiro 110/70R- 17M/C (54H)
Pneu traseiro 140/70R- 17M/C (66H)

Geral

Transmissão Engrenagens / corrente
Freio dianteiro - tipo Disco hidráulico de 298mm (Standard) / Disco hidráulico com sistema antibloqueio de 298mm ( ABS)
Freio traseiro - tipo Disco hidráulico de 220mm (Standard) / Disco hidráulico com sistema antibloqueio de 220mm ( ABS)
Cores Versão ABS: Prata fosco metálico / STD: Azul metálico e Preto Metálico
Painel de instrumentos Painel digital - velocímetro, hodômetro total e dois parciais ( trip 1 e trip 2 ), mais hodômetro de combustivel (f-trip), marcador do nível de combustivel e relógio digital, conta- giros analógico
Característica 1
Característica 2
Característica 3
Característica 4

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